quinta-feira, 25 de outubro de 2018

A conquista sertaneja

Pequena introdução
Nas combinações entre os fazendeiros contidos no alto da Serra Botucatu, em 1850/1851, decidiu-se o avanço sobre territórios indígenas, no último rincão inculto do território paulista, para lhes tomar as terras e implantar a civilização. Era um imenso território, desde a descida da serra, entre os rios Tietê e Paranapanema às barrancas do rio Paraná.
A invasão coube ao mineiro José Theodoro de Souza à frente de verdadeiro exército, com cerca de mil homens, conforme inferido num documento de junho de 1851 (DAESP/BT, 22/02/1851: 1, Caixa 40, Pasta 1*), com o duplo propósito em fazer a extirpação étnica e a imediata ocupação das terras.
O bandeirante dividira sua tropa em frentes ou colunas fortemente armadas, com líderes postos e instruídos para as ações predatórias. Os comandos receberiam suas pagas em porções de terras e as fracionariam para os comandados, além das partes que seriam postas a vendas e os lotes destinados aos povoados.
O etnocídio deu-se a partir de Avaré onde expulsos ou exterminados os Caiuá e Botocudo, numa guerra sangrenta: 
"Na entrada da sertania serpeava um rio ao qual os índios Caiuá chamavam 'Abaré-i' (rio do homem solitário ou da sentinela, segundo uns, ou do padre ou monge, conforme interpretação de outros). E foi o vale do rio 'Abaré' o primeiro local visado pelos ‘posseiros’ vindos de Pouso Alegre. Exterminados ou expulsos os selvagens Caiuá, cuja taba ficava onde hoje se localiza a fazenda da Boa Vista, o mineiro José Teodoro de Souza pôs o nome de Rio Novo ao Abaré, e a região desbravada foi dividida entre os componentes da caravana de civilizadores" (Avaré, História e Geografia, 1939: 3).—
Os índios Caiuá e Botocudo que habitavam a região avareense acabaram exterminados pela tropa comandada por José Theodoro de Souza, numa guerra cruenta e desigual, quebrando a resistência indígena desde o pé da serra e adiante, sabendo-se, por documentos e expedientes oficiais, que as operações atingiram outras regiões, com igual maneira para exterminar índios e expulsar sobreviventes, havendo-os, para além do Paranapanema, ou para os lados dos Vales Santo Anastácio, Peixe e Feio/Aguapeí, tomando e entregando as terras limpas aos partícipes da empreitada, financiadores ou compradores de terras interessados em fazer vida no sertão.
Das razias e dadas cometidas contra os índios, já em 1861, os horrores praticados: 
"(...) pellos bugreiros, e de maneira que foi totalmente destruido, sendo os homens á balla, e as mulheres e crianças a faca, com o único fim de apropriarem os optimos terrenos, que desgraçados occupavão, os quaes com a mania de novas posses os seos conquistadores venderão por pouco mais de nada, para levarem mais longe a devastação." (DAESP/BT, Caixa 39, Doc. 41-B, Pasta 2: 0225-0226). 
Amador Nogueira Cobra relatou como ocorrida a exterminação indígena:
"Em seguida, os sitiantes penetraram nas habitações e encontrando-se com as índias, a umas aprisionaram, a outras mataram, bem como aos indiozinhos, aos quais chegavam a levantar do chão ou da cama, atira-los para o ar e espeta-los em ponta de faca; outras vezes toma-los pelos pés e dar com as suas cabecinhas nos paus, partindo-as. Às índias grávidas rasgava-lhes os ventres e depois de finda a carnificina, amontoavam os cadáveres sobre os quais lançavam fogo." ('Em um recanto do sertão paulista' , obra completa, de domínio público, 1923, página 143). 
O objetivo dos conquistadores "era tornarem-se realmente senhores da área que o registro lhes attribuiu, consentissem ou não os donos primitivos (...) encarniçada a lucta e só teve fim depois que os selvagens foram completamente exterminados." (Nogueira Cobra, Em um recanto do sertão paulista, 1923: 48). 
Por onde passava, Theodoro, à frente do grupo, era visto exterminador de índios, indiscriminadamente:
"(...) um homem que, na primeira entrada que fez no sertão de Botucatu, cometeu contra os selvagens as mais horríveis e nunca vistas atrocidades, massacrando a tudo quanto encontrava, sem distinção de sexo e idade, só para assenhorear das terras do sertão e em seguida vendê-las aos mineiros que começaram a povoar aquelas matas" (ALESP, EE. [18]64: 22-9[2-3]).
Seus principais homens também exerciam tremenda violência contra os indígenas:
"O quê dizer, então de Chico [Francisco] de Pontes que fez barbaridades com os índios de São Pedro do Turvo?" (Marques - Padre Maurilio, 'Na trilha dos índios coroados' estudo completo, 2009: 26). 
No Vale do Pardo santacruzense também ocorreram atrocidades. Relatos ainda do século XIX não deixaram dúvidas que Manoel Francisco Soares, posseiro primitivo, muito combateu "a horda de indígenas ferozes, que infestaram estas paragens" (Almanach da Provincia de São Paulo, Crônicas - 1887: 541). 
A empreitada ocorreu num curto espaço de tempo entre 1850 e maio/junho de 1851, quando tribos inteiras exterminadas, às exceções onde os Caingangue, e os índios sobreviventes arredados, e já se discutia a elevação da primeira Capela sertaneja, aonde a atual Lençóis Paulista (DAESP/BT, 22/02/1851: 1, Caixa 40, Pasta 1*), porém a escolha política e eclesiástica recairia sobre São Domingos, localidade mais antiga e melhor centralizada. 
Com a conclusão que nenhuma posse foi mansa e pacífica, e nem poderia ser, porque impossível imaginar a retirada indígena sem reações, compreende-se que a missão de José Theodoro de Souza não foi apenas 'povoar o sertão do Paranapanema', mas exterminar os índios, tomar-lhes as terras e entregá-las 'limpas' à civilização.

O Capitão Tito, em 1889, minimizaria a tarefa: 
"De volta de sua excursão nas terras dos índios Caiuá e Botocudos, José Teodoro de Souza, que chefiava o bando de 'posseiros' consultou-me se devia conservar o nome dado pelos selvagens aos rios e morros encontrados, bem como aos campos, ao que retorqui ser melhor dar-lhes nomes novos, de acordo com a nossa linguagem. E então ficou combinado o registro das posses efetuadas." (Avaré, História e Geografia, 1939: 3). 
Mas o Capitão Tito ainda não se encontrava em Botucatu na década de 1850; e nenhum documento localizado, até 2018, coloca-o por lá entre 1847/1863 (http://celsoprado-razias.blogspot.com.br/2009/12/razias-capitao-tito-o-iniciativo.html), embora alguns parentes de sua mulher já em 1860 residentes na região.

Esclarecimento oportuno

Numa brecha legal ou regra de interpretação, o Decreto Imperial nº 426, de 24 de julho de 1845 – 'Regulamento das Missões', reconhecia o direito de posse – ou usufruição – de terras aos índios aldeados, dentro dos limites da Missão, mas não aos índios selvagens e aqueles recalcitrantes ao aldeamento, e, então, o avanço do branco podia ser justificado, pois tais hordas impediam o progresso e colocavam em risco as famílias trabalhadoras. 
De outra forma, não havia aldeamento indígena adiante de Botucatu, e o de São Sebastião do Tijuco Preto – Piraju, apenas seria implantado em 1854. 
Dentre os cabecilhas  chefes de bugreiros que compunham o exército de Theodoro, coube ao Manoel Francisco Soares ocupar as terras que viriam compor a região do Pardo e Turvo santa-cruzenses, tomando porção para si e familiares, distribuindo outras partes dentro dos limites estabelecidos, aos seus comandados e aos financiadores da empreitada, usando o sistema articulado de posses, ou seja, transações forjadas entre pessoas do grupo ou diversas, para demonstrar ocupações para o Registro Paroquial de Terras, nos termos da lei nº 601 de 18 de setembro de 1850, que de vez abolia o sistema de sesmarias e estabelecia a compra, como a única forma de acesso à propriedade.
  • As terras eram colocadas em nome de alguns pioneiros que retroagiam data da posse, e rapidamente as 'alienavam a terceiros', e estes negociavam o todo ou partes entre si, situações às vezes reais, dando aparência de legalidade.
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*Documento referenciado implicava em elevar o Bairro dos Lençóes [Lençóis Paulista] à condição de Capela, com Matriz religiosa para todo o sertão de então, ou seja, tornar ali povoação oficialmente reconhecida pela Igreja e pelo poder civil com criação de Subdelegacia de Polícia.
      www.satoprado.com - e-mail: pradocel@gmail.com

O papel da Igreja no sertão santa-cruzense

1. Doação patrimonial à Santa Cruz
O avanço predatório sobre terras indígenas, entre o Tietê e o Paranapanema, desde a descida da Serra Botucatu, em 1850/1851, trouxe o bugreiro Manoel Francisco Soares à frente de dezoito ou mais homens, representantes ou chefes de famílias, para a região do Pardo/Turvo santa-cruzense, instalando-se no pontal Pardo/São Domingos, onde a sede da Fazenda Santa Cruz, do mesmo Soares.
A primeira referência para a Fazenda Santa Cruz/São Domingos menciona apossamento primitivo por volta de 1855 (DOSP, 17/05/1895: 8 e página seguinte), e já em 1857 informada a sede da propriedade como bairro rural Santa Cruz, lugar de morada para o proprietário, posseiros adjacentes, agregados e trabalhadores, livres ou não, como forma de proteção mútua entre as famílias.
Santa Cruz aparece a primeira vez, sob tal denominação, aos 25 de junho de 1857 no assento batismal de: 

"André, filho legitimo de Antonio Rodrigues de Moraes e Ana Apparecida da Conceição, da freguezia de Campestre, da Provincia de Minas Gerais, que residem no bairro de Santa Cruz. Forão padrinhos Jose Manoel de Andrade e Dona Maria da Conceição." (Santa Cruz do Rio Pardo, Batismos, 1856/1884: 6). 
Manoel Francisco Soares foi quem doou cem alqueires de terras para o patrimônio da Santa Cruz, em 1861/1862, para a formação de uma Capela, quiçá Freguesia, tendo à frente do empreendimento o fazendeiro, padre licenciado, João Domingos Figueira.
Figueira confirmaria por carta ao Bispado de São Paulo:
"O patrimonio doado tem sem [sic] alqueires, mais ou menos, terreno proprio para grande povoação, agua pelo alto com abundancia, apresenta este logar um futuro risonho. A afluencia de povo de todas as partes é immensa. As divisas combinadas com os moradores, e as mais apropriadas devem ser: Principiando na foz do rio Pardo com o Paranapanema, subindo este até frontiar em linha reta com o ribeiro Santa Clara, descendo este a entrar no Turvo, descendo este athe onde principiou a divisa."  (João Domingos Figueira, 1862, Duas Cartas - doc. completo, ACMSP, Documentos Diversos para Santa Cruz do Rio Pardo, gentileza José Carlos Pereira de Souza).
Repetiria a informação e ainda mais:
(...) e em Sta. Cruz existe uma nova povoação cujo povo bem dedicado ao servisso de Deos e da Igreja com minha estada de dois annos fosse uma Capella môr, forrada, assoalhada, com Prezbiterio, altar, trono, sacrario, e retabulo. O patrimonio doado é de 100 alqueires já conta com 18 a 20 fogões no arraial. A afluencia do povo é imensa." (Padre João Domingos Figueira, reintegrado ao clero, de Bom Sucesso [Caconde], 13 de Fevereiro de 1864. ACMSP, Documentos Diversos para Santa Cruz do Rio Pardo, gentileza José Carlos Pereira de Souza).
As duas cartas de Figueira, devidamente transcritas, atestam o 'nascimento' de Santa Cruz, são documentos importantes para a origem do lugar.
A Igreja, em seu Relatório de 1904, sobre os Bens Imóveis da Diocese de São Paulo atestou:
"Capella de Santa Cruz do Rio Pardo (hoje egreja matriz).—Não consta escriptura alguma, com referência ao patrimônio daquella capella, mas, pelos papeis existentes na Camara Eclesiastica, sabe-se que o patrimonio da referida capella foi feito por Manoel Francisco Soares, em 1861 ou 1862, uns terrenos cujas divisas acham-se comprehendidas entre o ribeirão de S. Domingos, principiando na confluencia deste ribeirão com o rio Pardo, de um vallo, que vai do mesmo ribeirão ao rio Pardo, e deste á mesma confluencia, onde tiveram principio e fim." (ACMSP, Relatório dos Bens Imóveis da Diocese de São Paulo de 1904: 55-56).
Mas, "O Sr. Jair Mongelli [Diretor Técnico do Arquivo da Curia Metropolitana de São Paulo] nos confirmou o incêndio ocorrido em 1870 no prédio da Câmara Eclesiástica, que consumiu documentos eclesiásticos.", em resposta às consultas a documentos eclesiásticos pelo engenheiro e historiador Paulo Pinheiro Machado Ciaccia (Parte 3 da obra 'A freguesia de Botucatu e os oragos: Nossa Senhora Sant'Anna ou Nossa Senhora das Dores? - 1ª edição 2018).
A Igreja, num processo de 1891, junto ao Juizado de Santa Cruz do Rio Pardo, buscou comprovar a doação e posse imediata do bem patrimonial.


Nos tempos do Império - 1850-1851/1889

1. Documentos legislativos 

Em construção...

O progresso chegou em 1870, com a chegada de Joaquim Manoel de Andrade e muitos outros mineiros, endinheirados, para compras de terras com relativa segurança. Alguns pioneiros venderam suas posses e foram para adiante de Campos Novos, Dourado [Assis] e Capivara/Sapé - então Conceição de Monte Alegre, atual região de Paraguaçu Paulista.
Também chegou à região santa-cruzense, o rico coronel Emygdio José da Piedade, deputado provincial em algumas, seguidas e alternadas legislaturas.
Os esforços de Andrade e Piedade, mais uma contramão da Assembleia Provincial Legislativa, e Santa Cruz do Rio Pardo viu-se elevada à condição civil de Freguesia, em 1872, e Paróquia pela autoridade da Igreja, com a nomeação de João Domingos Figueira como seu primeiro pároco ou vigário.
Aí o progresso chegou, a 24 de fevereiro de 1876 elevado a Vila, por extensão município, e, em 13 de fevereiro de 1884, tornou-se comarca, ainda que instalada somente em 1890.

Jornais santa-cruzenses

A imprensa escrita em Santa Cruz do Rio Pardo*
Celso Prado - folheando o antigo semanário 'A Cidade'
O jornalismo santa-cruzense teve seu início ainda no século XIX (1895), justificado pela promissão do município em relação ao seu desenvolvimento, portanto centrado na produção capitalista, através de um grupo intelectual formado de profissionais liberais.
A história local e regional encontra-se, nas páginas dos jornais santacruzenses, a contar de 1902. Antes disto é preciso recorrer aos jornais paulistanos, de cidades paulistas mais antigas, dos provinciais (estaduais) ou aos almanaques e publicações em Diários Oficiais a seu tempo.
Dos recursivos locais somente foi possível resgatar acontecimentos graças a Adair de Almeida Junior – funcionário público do Poder Judiciário, colecionador de exemplares, vocação herdada do sogro, o escrivão de polícia Cyro de Oliveira. Para o acervo dos autores, também de importância os números conservados pelo funcionário público municipal, Elias do Carmo. Muito valiosa, também, a cooperação da funcionária pública municipal, Maria Helena Cadamuro, responsável pelo Museu Municipal de Chavantes - SP, que em 2011/2012 disponibilizou seu acervo particular com cópias do Correio Paulistano.
A estes nomes, o reconhecimento dos autores, cientes que o trabalho proposto estaria incompleto sem tais contribuições. 
A história santacruzense, para o resgate completo, deve muito aos jornais da grande imprensa, editados nas capitais de diversos estados e cidades maiores, disponibilizados pela Biblioteca Digital Nacional, e pelo Arquivo do Estado de São Paulo, e outros órgãos de informação, todos nominalmente referenciados, inclusive acervos próprios de empresas jornalísticas.
A coleção dos autores não é completa, porém, abaixo disponível em compartilhamento PDF ou Word online, por exemplares ou indicativos de sítios eletrônicos. 
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'O Paranapanema' foi o primeiro órgão de imprensa escrita em Santa Cruz do Rio Pardo, lançado aos 30 de novembro de 1895, sediado à Rua Saldanha Marinho, e dele encontrado o primeiro e talvez único número, junto à Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, graças ao exemplar salvo pelo bibliófilo Plínio Doyle, sendo a cópia obtida e apresentada pelo casal Celso e Junko Sato Prado:
  • "Antes, imaginava-se que o 'Correio do Sertão', de 1902, seria o primeiro jornal da cidade. Agora, porém, sabe-se que 'O Paranapanema', que começou a circular no final do século XIX, foi o pioneiro" (Debate, 04/06/2006, Primeiro jornal de Santa Cruz data de 1895: 'O Paranapanema', matéria assinada por Sérgio Fleury Moraes). Raul da Silva, advogado provisionado, assinou como editorialista e escreveu 'Nosso Rumo' com os esclarecimentos: "Vencidas as muitas dificuldades que se apresentaram à realização da idéia de uma imprensa nesta localidade, surge hoje em Santa Cruz do Rio Pardo o seu primeiro periódico". 
O nome 'O Paranapanema' vinculava-se às dimensões territoriais do município de Santa Cruz do Rio Pardo, ao longo daquele rio, desde a barra do Itararé à atual localidade de Salto Grande.
Otimista, o editor Raul da Silva considerava que o município "está indubitavelmente predestinado a ser futuramente a maior fonte de riquezas deste Estado", pela fertilidade de seu solo.
Não se tem notícias por quanto tempo circulou 'O Paranapanema' em Santa Cruz, ou edição única.
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02 - Correio do Sertão:  biênio 1902/1903 

02.1. Edições de 1902 -http://www.tertulianadocs.com.br/xmlui/handle/123456789/13/search?null&fq=dateissued.year%3A1902 

02.2. Edições de 1903 

http://www.tertulianadocs.com.br/xmlui/handle/123456789/13/search?null&fq=dateissued.year%3A1903

Sob a direção de Antonio Galvão, oriundo da Tribuna Popular da localidade de Itapetininga, o 'Correio do Sertão' foi inaugurado em Santa Cruz do Rio Pardo, aos 11 de março de 1902, com o propósito em ser independente, apartidário e imparcial: Bastante mencionado neste trabalho, 'O Correio do Sertão' dispensa apresentações ou quaisquer outras citações, senão a lembrança que seu apartidarismo perdurou pouco mais de um mês de existência, já posicionou-se contra o Diretório dominante – PRP e seus dirigentes, com forte tendência de ataques pessoais às famílias Sodré e Costa. Foi o grande refletor de uma época de extrema violência política em Santa Cruz, o próprio órgão vítima de episódios de gênero. As desavenças com as famílias Costa e Sodré e a exacerbada intromissão política tornou polêmico o 'Correio do Sertão' desde abril de 1902 a dezembro de 1903. Tratava-se, apesar disto, de semanário representativo da época, inclusive com especial atenção à colônia italiana, para a qual abriu a seção no próprio idioma.
  • Créditos: 'Correio do Sertão', anos 1902 e 1903,Tertuliana – Docs – site www.tertuliana.com.br, com autorização de publicação e acesso pela Associação de Amigos da Biblioteca Pública – AABiP, Ourinhos-SP, 07 de março de 2016, 15:59 hs – para Celso Prado e-mail pradocel@gmail.com da aabipourinhos@gmail.com: 
    •  "Obrigado por nos informar. Não vemos problemas." 
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03 - 'O Progresso' - 1904
https://drive.google.com/open?id=1nsCcw3nH8Rd6KogqeE20oBG4svc9ujLd


Instalou-se em Santa Cruz do Rio Pardo no mês de março de 1904, como órgão republicano, dirigido por José A. Pereira Junior, identificado como sobrinho de Antonio Galvão, o diretor proprietário do Correio do Sertão.
Ao contrário do Correio do Sertão, tratou-se de semanário apologético ao partido comandado pelas famílias Costa e Sodré, refletido em seus editoriais e ataques aos políticos adversários.
O semanário 'O Progresso', tendencioso, não mencionou os acontecimentos políticos do período, e nem a mutilação histórica santacruzense, por não interessar ao Diretório chefiado pelo Dr. Francisco de Paula Abreu Sodré.
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04 - 'Correio de Santa Cruz' - 1908
https://drive.google.com/open?id=1JkWPTJvO76To2NWAunArS5IVuoOojhq

Folha dominical a partir de março de 1908, sob a responsabilidade de Sebastião Lino Marianno.
O semanário revelava-se simpatizante ao então Capitão Antonio Evangelista de Souza, o Tonico Lista, o presidente do diretório político municipal perrepista.
Era custeado pelo poder público, destinado a reproduzir atos oficiais da municipalidade.
A despeito de elogioso ao PRP, não atacava os adversários políticos.
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05 - 'Cidade de Santa Cruz / A Cidade' 
A imprensa interiorana do início do século 20 era financiada ou custeada pelos partidos políticos, sendo comum, mesmo nas pequenas localidades, dois hebdomadários de posições diferentes.
Nem todos os semanários eram aceitos pelo público, mas quase todos alfabetizados liam as notícias nos dois informativos.
Alguns eram tão associados com o leitor que se encerrada a sua circulação outro 'jornal' seria fundado, o qual, de alguma maneira procuraria vincular-se à denominação de seu antecessor.
Assim foi com o semanário 'Cidade de Santa Cruz', fundado em 1909 e que circulou dez anos, com tantos 'diretores e ou proprietários', até encerrar atividades em 1919. 
Retornaria, numa segunda oportunidade, em dezembro de 1920, outra vez extinguido e mais reaparição, voltando ao sistema de diretores e ou proprietários, até que, em 1931, Renato  Taveiros assume de vez a folha com a qual se identificaria por quase três décadas.

05.1. 'Cidade de Santa Cruz' 1909/1919

Em janeiro de 1909 surgiu o periódico 'Cidade de Santa Cruz', órgão vinculado ao Partido Republicano, sob a responsabilidade do redator proprietário Joaquim Silvado, advogado e também inspetor escolar.
O escritório e oficinas do semanário situava-se na Praça da Liberdade, ou Largo do Jardim, imóvel sob o nº 17. Sua fundação aconteceu com o Coronel Antonio Evangelista da Silva ascenso ao poder santacruzense, nascido órgão republicano.
Saber das notícias, tendenciosas ou não, pelo 'Cidade de Santa Cruz', ainda hoje é vivenciar a história local e um tanto regional, de informações gerais, de políticas, de intrigas sociais e a evolução ou involução do próprio município com seus ganhos e perdas.
Aos 04 de julho de 1911 o 'Cidade de Santa Cruz' apresentava seu novo responsável, o 'Dr. José Bulcão', advogado e contabilista [guarda-livros]. O hebdomadário não mudou o seu perfil republicano.
Em 10 de março de 1912 'Dr. José Bulcão' não era mais o responsável pelo hebdomadário, 'adquirido' pela 'Empresa Bastos e Cia, sendo seu Gerente L. Bastos', e a redação e oficina transferidas para a Rua Saldanha Marinho, nº 23, onde o [Benedito] Alípio Bastos, redator e proprietário, instalara seu escritório de advocacia.
Alípio ficou pouco tempo em Santa Cruz do Rio Pardo, transferindo-se para São Paulo onde teve Escritório de Advocacia, para logo seguiu carreira jurídica, aposentando-se como desembargador. 
Bulcão 'readquiriu' o semanário, por compra, conforme noticiado em 20 de maio de 1913, e é, também, proprietário da Casa Bulcão, uma livraria e papelaria à Praça da República nº 1. As oficinas e reação do semanário foi transferido da Rua Saldanha Marinho 33 ou 23, para funcionar tem o endereço Praça da República nº 17.
Em 1919/1920 o semanário encerrou suas atividades, sem esclarecimentos maiores.

A 24 de dezembro de 1920, o diário Correio Paulistano, à página 5, anunciava:
  • "SANTA CRUZ DO RIO PARDO
  • (...)
  • ‘Cidade de Santa Cruz‘
  • Santa Cruz, 20 – Circulou hontem [19/12/1920] o primeiro numero da ‘Cidade de Santa Cruz‘, orgam do Partido Situacionista local, sob a direção do sr. M. Faria Valença que adquiriu por compra as officinas do Contemporaneo.
  • Na primeira pagina do novo orgam, via-se o cliché do sr. dr. Washington Luis e em seguida os clichés dos srs. Dr. Ataliba Leonel, o coronel Antonio Evangelista da Silva, respectivamente deputado por este districto e prefeito municipal.
  • A ‘Cidade de Santa Cruz’, que hontem veiu á publicidade, muito agradou aos seus leitores, pois é um jornal bem confeccionado, contando com elementos de colaboração que muito farão para o seu desenvolvimento."
Sabe-se que o hebdomadário 'Contemporaneo', cujas oficinas vendidas, circulou em 11 de dezembro de 1920, e dele não se tem mais notícias, e a 'Cidade de Santa Cruz' ressurgia, sob nova direção e cronologia, estreando sua primeira edição sob a responsabilidade de 'Manoel [Augusto de] Faria Valença', mais identificado como M. Faria Valença, que havia adquirido a oficina do extinguido semanário 'O Contemporaneo'.
  • É de se pressupor que o antigo Cidade de Santa Cruz e o Contemporâneo eram confeccionados numa mesma oficina, embora com diferentes redatores responsáveis, o primeiro por José Bulcão e o segundo, pelo professor Cornélio Martins, porém ambos de um mesmo dono oculto, o coronel Antonio Evangelista da Silva – Tonico Lista.
A pressão que o Lista vinha sofrendo de seus adversários levou-o, sem dúvidas, encerrar as atividades dos dois hebdomadários, para um novo órgão, sob a direção de um destemido advogado para fazer frente aos seus detratores que se valiam dos semanários ‘Trabuco' e 'A Ordem'.
O maçom M. de Faria Valença tinha experiências em jornais, tanto em Jacarezinho – PR, onde editava o 'Norte do Paraná', quanto em Assis – SP, publicando 'Jornal de Assis'.
O novo Cidade de Santa Cruz já em sua edição de 13 de março de 1921, em vez de 'Ano I', lhe foi atribuído 'Ano XII', vinculando-se desta maneira à folha homônima fundada em 1909.
Mas o número 13, daquela edição condizia com sua nova fase.
A morte precoce de M. de Faria Valença, em outubro de 1921, e alguns números do 'Cidade de Santa Cruz' ainda circulou por algumas edições, como espólio do falecido advogado jornalista, sendo redator o Avelino Taveiros, com colaboradores diversos.

05.3. 'A Cidade - 1922/1930

A folha 'Cidade de Santa Cruz' deixa de existir, e, em seu lugar, surge 'A Cidade', com Avelino Taveiros como redator, com colaboradores diversos. 
Vê-se, assim, na edição de 07 de janeiro de 1922, estranhamente sob o número 99, ano  XIV, aí o semanário seria de 1908 e não 1909. 
Os autores não possuem acervo de 1922 - do jornal 'A Cidade', exceto a edição de 26 de julho, onde justifica a ausência de circulação da semana anterior - que deveria trazer a morte do coronel Antonio Evangelista da Silva, "Por um desarranjo no nosso prelo".
No exercício de 1923, no pretenso 14º ano de circulação – portanto, desde 1909, conforme arquivos, 'A Cidade' estava sob a direção de J. A. Campos e Cia, como órgão do Partido Republicano Paulista, mantendo a referência anual (Ano XIV), porém com a mesma sequência numérica a contar de 19/12/1921 para suas edições.
'A Cidade' prossegue sob a responsabilidade de 'J. A. Campos e Cia', até a edição de 03 de novembro de 1923 (Ano XIV nº 141). As edições seguintes, de 10 de novembro de 1923 (Ano XIV nº 142) a 26 de novembro do mesmo ano (Ano XIV nº 144) circularam sem a identificação de responsável.
O professor Cornélio Martins então assumiu a direção, como Diretor Gerente em 1º de dezembro de 1923, e nesta condição permaneceu, pelo menos, até 11 de dezembro de 1924 (Ano XV nº 192), respeitada a coleção incompleta dos autores, sendo que em 05 de março de 1925 (Ano XV nº 203) surgia no nome de 'F [Francisco] Bressane Cunha', como Diretor Gerente.
Após Bressane Cunha, sem nenhum outro indicativo de qualquer nome intermediário, na edição de 20 de setembro de 1925 (Ano XVI nº 231), o nome de Avelino A. de Oliveira Borges, como Gerente, Avelino Taveiros como Redator e dr. Vasco de Andrade como Redator Político, sendo que na edição de 28 de março de 1926 já não constava o nome de Oliveira Borges, mantendo-se, no entanto, inalterados os redatores.
Na circulação de 02 de maio de 1926, Carlos Rios estava Diretor do Semanário (Ano XVII nº 263), continuando os mesmos redatores. Rios permaneceu pouco tempo, substituído por Oscar F. Ramos (Ano XVII nº 270), com esclarecimentos da troca de Diretores, e a justificativa para a saída de Rios: "Multiplos negocios commerciaes reclamam a presença desse nosso auxiliar privando-nos por esse motivo da sua valiosa collaboração." 
Até a edição de 19 de outubro de 1930 a equipe do 'A Cidade' (Ano XXI nº 494) circulava sob a direção de Oscar F Ramos, redação de Avelino Taveiros a redação política ao encargo do Dr. Vasco de Andrade. Estava o auge da conclamação revolucionária de 1930 e que traria significativas mudanças políticas para Santa Cruz e região – a Revolução de 1930.

05.4. 'A Cidade' - 1931/... 

Renato Taveiros – novo diretor proprietário em 1931.
A ausência de exemplar nº 495, na coleção dos autores, não permite juízo algum, mas a edição de 31 de maio de 1931 compreende ao ano XXII nº 496, a evidenciar um período que o hebdomadário deixou de ser editado. A referida edição nº 496 trazia Avelino Taveiros como redator, e o filho Renato Taveiros como Diretor [proprietário] do 'A Cidade'.
Renato Taveiros e 'A Cidade' locupletaram-se.
Com o fim do coronelismo, 'A Cidade' de órgão republicano declarou-se noticioso e independente, todavia vinculado a um grupo político tornou-se oposição ou situação, conforme as variantes no poder local.
Renato Taveiros sempre presente na política santa-cruzense, ocupou o cargo de Chefe da Secretaria da Câmara Municipal, para o qual nomeado pela Lei nº 03 de 28 de janeiro de 1948, mediante aprovação em concurso de provas, realizado em 23 de janeiro de 1948.
A família Taveiros, por Avelino Taveiros, sempre esteve envolvida com o 'Cidade de Santa Cruz' e 'A Cidade', e sempre demonstrou entre as duas folhas o desejado vínculo 'tempo' para se dizer semanário longevo.
Vencido meado dos anos 1950, o semanário continuava sob a direção de Renato Taveiros e redação do filho Wladimir Rui Taveiros, com redação, oficina e administração à Rua Marechal Bittencourt nº 383.
Ao longo dos anos 'A Cidade' publicou alguns suplementos em forma de revistas para ocasiões especiais, destacadas a referente ao seu pretendido 25º aniversário, em 19 de dezembro de 1933, e ao 33º aniversário, edição de 21 de dezembro de 1941.
Renato doente, e "A Cidade" já não tinha mais os ímpetos de outrora, com certos descuidados nas publicações, confusões de números de edições, sempre numa retroatividade forçada do semanário ao ano de 1909. 
O acervo dos autores tem como último exemplar do semanário, a edição de nº 1909, datada de 18 de agosto de 1957, curiosamente, 1909 - ano 48 de circulação. Não foram alcançados exemplares posteriores à data.
Renato morreu em 26 de abril de 1969, idade de 60 anos, num lema consagrado pela família Taveiros: "A liberdade não morre enquanto restar uma folha de papel."
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06. 'O Sul Paulista' - 1910
https://drive.google.com/open?id=1uGyhNuwGRPdOFAYSvA8MDuk04xM89qvS

Bi-semanário fundado em 1910, sob a direção de José Wernek, o 'O Sul Paulista' foi veículo informativo de uma só folha, frente e verso.
O endereço era na Rua Visconde [atual Barão] do Rio Branco, nº 17, telefone nº 32. 
Nos números disponíveis das edições do Sul Paulista foram poucos os assuntos locais efetivamente relatados e interessantes, prevalecendo publicações e transcrições de notícias de outras localidades, com dropes noticiosos.
O bi-semanário também publicava mensagens de boas-vindas a ilustres chegadores, editais e informes publicitários.
Tinha por hábito publicar casos aberrativos, fenomênicos e teratológicos. com muita graça.
A partir de 1914/1915 o 'O Sul Paulista' foi transferido para Ilha Grande – Ipaussu, sob a direção do mesmo Werneck.
Publicação curiosa do 'O Sul Paulista, na edição nº 179 - Ano III, de 10 de maio de 1913, vista ao lao, narra um acontecimento em Jardinópolis, estado de São Paulo, onde o médico Dr. Sapucaia, o primeiro prefeito da localidade, fez construir um cemitério ... que precisava ser inaugurado, etc. 
Impossível não enxergar no relato os detalhes da novela 'O Bem Amado' e outras peças do grande Alfredo de Freitas Dias Gomes, para os inesquecíveis 'Odorico Paraguaçu e Dirceu Borboleta', personagens ficcionais cômicos lá de Sucupira.
— Dias Gomes, para outro célebre trabalho seu, 'Roque Santeiro', valera-se da obra e filme 'O Homem que Matou o Facínora' (The Man Who Shot Liberty Valance), onde, a frase: "Quando a lenda é maior que o fato, publique-se a lenda".— 
  • Nada de plágio ou 'deslealdade parasitária', apenas fontes de inspirações para o Dias Gomes, o dramaturgo brasileiro maior, que em nenhuma das citadas obras mencionou as origens. 
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07. 'A Ordem - 1911
No município circularam dois hebdomadários com essa mesma denominação, em épocas diferentes: 1911 e 1921, respectivamente, de partidos políticos e proprietários diferentes.

7.1. 'A Ordem' - fase I - 1911

No mês de setembro de 1911 surgiu o semanário 'A Ordem', do diretor proprietário Sebastião Lino Mariano, tratando-se de Órgão do Partido Republicano Conservador – PRC.
Em Santa Cruz o 'PRC' surgiu do esfacelamento político do grupo 'sodrelista' do Dr. Francisco de Paula de Abreu Sodré, e assim manter oposição ou tornar-se opção em relação ao PRP de Antonio Evangelista da Silva – o Tonico Lista.
Com o desaparecimento de seus tradicionais nomes estaduais e nacionais, 'A Ordem', como Órgão de informação e divulgação do PRC perdeu sua razão de existir, e, aparentemente extinto, até que os partidários santacruzenses remanescentes procuraram nova sigla partidária, o Partido Municipal, fundado em Santa Cruz em 13 de março de 1921, para fazer oposição, ainda, ao Coronel Antonio Evangelista da Silva.

7.2. 'A Ordem' - fase II - 1921 

Um mês depois, aos 14 de abril de 1921 o novel partido político em Santa Cruz do Rio Pardo fazia ressurgir o nome 'A Ordem', como seu órgão oficial. Na publicação de 02 de junho de 1921, constam as razões do seu surgimento e a justificativa para atraso em referida edição:
  • "Acham-se definitivamente installadas nesta cidade, no Largo da Independencia, as officinas d'A Ordem e d'A Razão, semanarios respectivamente, da facção dissidente deste municipio e do de Ourinhos, desta Comarca." 
Estava, portanto, reinaugurado o semanário 'A Ordem', ou seja, o aproveitamento do mesmo nome ou sua ressurreição para se tornar porta-voz do Partido Municipal, veementemente crítico ao PRP comandado por Antonio Evangelista da Silva – Coronel Tonico Lista, e, principalmente, à pessoa deste.
'A Ordem', nesta segunda fase de existência, foi o principal veículo informativo das desgraças do Coronel Lista e de seus aliados, valendo-se da força do Partido Municipal, reproduzindo praticamente na íntegra todos os processos contra Lista e valorizando cada um dos testemunhos de acusação.
Em 1921 o hebdomadário circulou com 'redactores diversos' até que no exemplar ano II nº 61, de 10 de agosto de 1922, consta seu proprietário Teo Franco, sem precisar desde assumida a responsabilidade.
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08. 'O Municipio' - 1913
https://drive.google.com/file/d/1e4zsw9ECKuW24O1UT9eHE3-iPFBRr8Cp/view?usp=sharing

Hebdomadário identificado como Órgão do Partido Republicano, teve início em maio ano de 1913, sob a responsabilidade de José Werneck, o mesmo diretor do Sul Paulista, e era confeccionado na mesma oficina de 'O Sul Paulista', sob identificação: 
  • "O Municipio é propriedade de uma associação e publica-se aos domingos. O formato do 'Município' será o dobro do actual, tendo sido encommendadas machinas de grande formato."
Apresentava-se, portanto, na forma de um semanário com uma só folha, ou seja, duas páginas, no idêntico formato e estilo que 'O Sul Paulista', inclusive os mesmos anunciantes e apresentações.
—Pelo menos, o responsável pelos dois informativos era o mesmo Werneck.

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9. 'O Contemporaneo' - 1915
https://onedrive.live.com/view.aspx?cid=B28187760C60DF1B&resid=B28187760C60DF1B%21295323&canary=tu5RzV8rZIslfh6zPfLAC4x05lG8VFR5l8gZQYxvQJ4%3D5&ithint=%2Epdf&open=true&app=WordPdf

Teve como redator chefe, Raymundo Vianna, e redator secretário, Luiz O. de Souza, estreante em 1º de maio de 1915, para tornar-se um semanário de ampla circulação, concorrendo com o 'A Cidade'; sua redação e oficinas situavam-se à rua Coronel Emygdio José da Piedade.
'O Contemporaneo' mostrou-se exemplo de jornal bem feito, informativo e, efetivamente, dedicado aos interesses do município, com notícias críticas e sugestivas, com aparência de neutralidade política, sem qualquer vínculo partidário, até mesmo identificando-se como "Orgam dedicado aos interesses do municipio". 
A independência, no entanto, durou pouco.
Após 12 de junho de 1915 negociou-se o controle do semanário para o Partido Republicano, anunciado em seu número 13, de 31 de julho de 1915, como "gerenciado por uma empreza" – e o redator gerente mantido o Raymundo Vianna.
Depois continuou "propriedade de uma empresa", porém, sem nenhum responsável identificado.
Após a passagem do semanário para o controle republicano, ainda manteve o estilo noticioso, mas, não mais independente conforme observado nas tantas referências apologéticas ao coronel Antonio Evangelista de Souza – Tonico Lista, e aos demais membros do partido.
'O Contemporaneo' deixou de ser "propriedade de uma empresa" em 1920, quando o professor Cornelio Martins assumiu a sua direção.
  • Assim como o semanário 'A Cidade de Santa Cruz', o 'O Contemporaneo' seria 'propriedade oculta' do coronel Antonio Evangelista da Silva – Tonico Lista, através do PRP, mas o 'Cidade de Santa Cruz' encerrou as atividades em 1919/1920, talvez por sucateamento das suas máquinas, vindo a ressurgir em dezembro de 1920 quando M. de Faria Valença, adquiriu as oficinas do 'O Contemporaneo', que então fechou as portas.
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10. 'O Trabuco' - 1921

Semanário de oposição foi fundado em 1921, de acordo com requerimento dos responsáveis ao Prefeito Coronel Antonio Evangelista da Silva, que se dignasse "admmitil-os a assignarem o termo de responsabilidade de redactores responsaveis do jornal critico, humoristico e litterario, 'O Trabuco', impresso na Casa Gomes, desta cidade"; expediente assinado pelos redatores Benedicto Andrade e Francisco Bressane da Cunha.
A solicitação de 14 de junho de 1921, teve despacho de Tonico Lista na mesma data: "Como requer. SCruz do Rio Pardo 14 de junho de 1921 - Antonio Evangelista da Silva." 
Já na edição de 23 de outubro de 1921 de 'O Trabuco' trazia veemente publicação sobre a prisão de Tonico Lista, classificando-o de bandido. 
Sem se importar com decisão da Justiça a favor de Tonico Lista, o Trabuco, em 1922, sob a responsabilidade de Benedicto Andrade, Francisco Bressane da Cunha e João Padua Fleury, consolidava-se o inimigo mais implacável de Tonico Lista, acusando-o de violências cometidas no passado e o então presente, estando o semanário declaradamente ao lado dos partidários municipalistas – Partido Municipalista de Arlindo Crescencio Piedade, ou seja, dos opositores a Lista e o PRP. 
O redator João Padua Fleury, um dos responsáveis pelo Trabuco, participou do célebre tiroteio de 29 de abril de 1922, defronte à Câmara Municipal, e teria assassinado o dito capanga de Tonico Lista, João de Paula Garcia, um dos três mortos na refrega.
Das desavenças geradas entre Lista e os redatores do Trabuco aconteceriam desdobramentos posteriores à morte do próprio Coronel, em 08 de julho de 1922.
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11. 'O Jornal' - 1928

Em 1928, primeiro semestre, surgiu 'O Jornal', órgão de imprensa escrita do Partido Democrático, sob a gerência, redação e oficina à Rua Conselheiro Dantas nº 310 e 328, o hebdomadário tinha como Redator Chefe o Dr. Ruy Gama e Silva, Diretor o Dr. Abelardo Pinheiro Guimarães e Gerente o José Carlomagno.
Semanário bem modelado, sem as agressividades de seus contemporâneos, estava, no entanto, voltado para as eleições de 1928, anunciando seus candidatos, o médico Abelardo Pinheiro Guimarães e o advogado Ruy Gama e Silva como vereadores, e os senhores Levino Lobo – comerciante, Alzim de Souza Lemos – guarda-livros, e José Raphael Antonio – artista.
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12. 'O Trabalho' - 1931

José Bulcão é agora o diretor gerente do informativo santa-cruzense 'O Trabalho', fundado em 1931, com a responsabilidade redacional de Domingos Rizzo. 
Aparentemente imparcial, 'O Trabalho' era órgão de publicidade do governo municipal, Dr. Abelardo Pinheiro Guimarães, instalado em 1930 por força da Revolução. 
Ao exemplo do líder político Dr. Abelardo, a linha do 'O Trabalho' era polida e erudita, em suas matérias extensas, necessitando, às vezes, seguimentos em edições seguintes, que os cultos e politizados apreciavam. 
No entanto alternava as longas matérias com 'dropes' – notícias curtas variadas em blocoinformes, sobre acontecimentos de interesse local, dirigidos aos menos esclarecidos. Assim era um jornal de grande circulação, extremamente educado, sem respostas ríspidas aos concorrentes, em especial 'A Cidade'. 
Qualquer assunto servia para publicações em duas ou três linhas, até os expedientes despachados pelo Prefeito, como baixas de firmas, transferências de nomes e aberturas de novas empresas.
No sistema dropes também eram destacadas as viagens do Prefeito e de outras autoridades a São Paulo para missões de interesses do município ou convocações. Também eram dados valores aos telegramas recebidos com as boas notícias dos Governos/Interventores, Federal e Estadual. Outras pequenas notícias estavam, ainda, para os serviços públicos federais e estaduais. 
Apresentava outras informações, no mesmo estilo, como as partidas de futebol, as falências, as chegadas de autoridades ou profissionais ilustres. 
Matérias de maiores alcances também podem ser vistas.
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13. 'Santa Cruz Jornal' - 1932

Em complemento ao 'O Trabalho' os políticos da situação criaram o 'Santa Cruz Jornal', aos 29 de maio de 1932, dirigido por Aristoteles Belisario Couto, como chicote da administração sem aparentemente estar a ela vinculado. 
Tratava de hebdomadário extremamente sarcástico com adversários apelidando-os depreciativamente e chamando-os asseclas "que não souberam zelar pelo patrimonio publico." 
Leônidas do Amaral Viera era o alvo preferido do 'Santa Cruz Jornal'.
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14. 'O Regional' 
Teve duas etapas de circulação no município, em 1951 e, depois, em 1961. 
Para melhor visualização, os números dos jornais colocados em lotes.

'O Regional' foi criado, ao final do governo Lucio Casanova Neto, para divulgar a mensagem 'udenista' e propagandear os seus candidatos às eleições de 1951, com críticas veladas aos governos, nacional e estadual, porém incapaz de qualquer agressividade maior para o nível local.
Tratava-se de folha 'udenista' surgida no período de dominação política do grupo adversário liderado por Leônidas 'Lulu' Camarinha, então Deputado Estadual. 
A despeito do vínculo partidário podia-se dizer um informativo consistente, mas não empolgava e nem explorava as deficiências ou o oportunismo do grupo adversário. 
Teve diversos redatores anunciados ao longo de sua existência, alguns conjuntamente, a exemplos de Scuccuglia, Dr. Urbano Moraes Alves e Cicero Leoncio dos Santos. 
Após dez anos de existência, 'O Regional' encerrou sua primeira fase de existência, quando deixaria de ser o discreto porta-voz da UDN local para transformar-se no jornal de 'Onofre I – o Único'. 

14.2. 'O Regional' - fase intermediária - 1961

14.3. 'O Regional' - fase II - 1961 

1º. lote: 


2º. lote: 

3º. lote

Sob a direção de José Benedito Pinheiro Ribeiro, com redação, administração e oficina à rua Visconde de Pelotas (Farmacêutico Alziro de Souza Santos) nº 353, ressurgiu em 02 de setembro de 1961, ano I número 1, com a apresentação: 
"No firme propósito de melhor servir ao povo desta tão nobre cidade, quer no ramo cultural, quer no campo noticioso, eis porque concedemos em assumir a direção deste Jornal. Imparcial? Sim. Somos. Caso contrário seria desmentir a verdadeira finalidade da Imprensa." 
Não era mais o mesmo 'O Regional', senão o nome, a tratar-se de veículo propagandista e apologético ao Prefeito Onofre Rosa de Oliveira, às vias de identifica-lo 'Onofre I – O Único', na matéria 'O Reinado de Onofrinho I' (O Regional, 08/04/1962: 1). 
Em 1962, Guiné Arques Picão era o Diretor Responsável pelo 'O Regional'.
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15. 'A Folha' - 1959



Em 1º de fevereiro de 1959, Carlos Queiroz criou 'A Folha' como veículo informativo da sua verdade expressa.
Alguns da época dão conta que o hebdomadário em questão nasceu sob a inspiração do Deputado Leônidas Camarinha, como resposta ao grupo dissidente liderado por Lucio Casanova Neto.
Em seus primeiros tempos 'A Folha' contou com a direção do Professor Chafic Jábali, e teve como revisor o Professor Teófilo de Queiroz Filho, nomes representativos da intelectualidade santacruzense da época.
Embora partidário, foi um jornal profissional, inteligente e de conteúdo, e tinha tudo para prosperar e tornar-se grande órgão de informação. Soube focar nas indefinições do governo municipal de Onofre Rosa de Oliveira (1960/1963), representando a insatisfação popular. 
Onofre reagiu fazendo ressurgir 'O Regional' com receita vitaminada pelos serviços pagos pela Municipalidade, em forma de grandes editais e informes publicitários.
Carlos Queiroz ganhou a eleição municipal e guindou 'A Folha' à condição de, praticamente, 'Semanário Oficial do Município', versão melhorada do rival 'O Regional', ilustrando a administração governante sem o ridículo apologético, passando ao munícipe a figura de Carlos Queiroz como prefeito competente, realizador e tocador de obras.
Também a receita do semanário governista tinha origem naquilo que a Municipalidade garantia, através dos editais e das publicidades de governo que Carlos Queiroz sabia explorar com aptidão. 
Essa sustentação financeira garantia aos diretores e redatores da 'A Folha', confortável prestígio social e razoável lucro financeiro, além da proximidade com o poder político.
Com a morte prematura de Carlos Queiroz e os caminhos diferentes seguidos pelos primeiros Diretores e Redatores, 'A Folha' abandonou seu aspecto mais profissional em troca da natureza política e do amadorismo abnegado de seus quadros. 
Onofre de novo ganhou a eleição municipal (1969/1973) e 'A Folha' viu-se forçada assumir nova fase no ano XII de sua existência, sob a responsabilidade jornalística de Ernesto Morbi de Souza – Ankito, direção comercial de Adauto Pires de Souza, e Luiz Ari Berna como redator chefe, com versatilidade informativa agradável, fácil de ler, com boa e inteira página voltada aos esportes, às vezes duas, notícias regionais, artigos religiosos, crônicas e agrados familiares, destacando esse ou aquele membro, além das matérias políticas.
Retornaria como porta-voz da Prefeitura nos anos de 1973/1976, agora com Joaquim Severino Martins, líder político desde o desaparecimento de Carlos Queiroz e a retirada de Lulu Camarinha. 
Desde então 'A Folha' tornou-se apenas aquilo que a Administração queria mostrar, além de servir aos interesses de defesas de correligionários e acusações aos adversários. Os seus gerentes sabiam da força da imprensa escrita e não hesitavam disponibilizá-la em favor do chefe político, mesmo contra companheiros renitentes ou rebeldes.
Com bom ativo financeiro, realmente não era fácil algum outro informativo fazer-lhe frente, e assim o semanário se manteria ao longo de três administrações daquela mesma facção política, praticamente como semanário oficial com opiniões concordes com o chefe do executivo ou sua assessoria.
'A Folha' permaneceria no 'poder' de 1977 a 1982, com o governo de Aniceto Gonçalves, porém entrou em declínio a partir de 1978 quando Joaquim Severino Martins, não conseguiu eleger-se Deputado Estadual, apesar de quase 25 mil votos.
O Prefeito Aniceto não tinha pretensões políticas e não soube ou não quis prestigiar o grupo político que o elegera.
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16. 'O Centenario'- 1971

Onofre Rosa de Oliveira, prefeito outra vez eleito 1970/1973, fez surgir o hebdomadário 'O Centenário', nome sugestivo porque pela oficialidade em 1970 Santa Cruz do Rio Pardo completava cem anos 'de fundação', órgão vinculado à Administração, editado sob a responsabilidade do Jornalista Benedicto da Silva Eloy, cuja empresa também realizava as impressões.

Apesar desta característica de apoio incondicional ao Prefeito, e para isto fora criado, tratava-se de jornal aberto às expressões diversas, tanto religiosas quanto civis, além de bom informador dos acontecimentos sociais de visão ou alcance mais positivista.
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17. 'O Lanterna' - 1972

Iniciou suas publicações em 1972, com os talentosos Walney Pimentel, e Gonçalo L Melo. Para alguns 'O Lanterna' foi o melhor e o mais inteligente jornal santacruzense, e tinha colaboradores consagrados, como o Professor Wilson Gonçalves - o Jacinto Q. Torra, que depois emprestaria seu brilhantismo ao 'Debate'.
Para outros, a despeito do talento de seus editores e qualidades dos colaboradores, era um jornal sem identidade própria, forjado na direita apoiadora do regime militar que se instalara no Brasil desde os anos de 1964.
Independente disto era um jornal apresentável e bastante noticioso, que trazia duas colunas bastante apreciadas: a 'Bigorna de Ouro', e a do 'Zé Resposta'.
Anunciava o jornal concorrente, 'A Folha', não se afinava e nem criticava o governo local, mas sua simpatia pelo regime militar não passou desapercebido, conforme sua edição nº 22 - ano 1, de 30 de março de 1973.
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18. 'O Galo' - 1973
https://drive.google.com/open?id=1n4wcAQ6q_jK3brNHiS9WylMcIeSsZa5J

Referido semanário tradicionalmente tido fundado pelo advogado Claudio Catalano, em 1973, tem em seus estatutos como fundadores o economista Wilson Carlomagno e o contador Ernesto Morbi de Souza (Diário Oficial do Estado de São Paulo/Ineditoriais - II, edição de 21 de março de 1974, páginas 47), com as finalidades de divulgação dos fatos, cultura, esportes, artes e, entre demais seções, publicações de editais e divulgações de anúncios publicitários.

Conforme registros, Ernesto Morbi de Souza constou como proprietário e representante da empresa jornalística, por ela respondendo ativa e passivamente, enquanto Wilson Carlomagno era o seu responsável judicial e extrajudicial.
O Galo foi um semanário, em formato tabloide, surgido para ser grande e tinha tudo para dar certo, bem equipado, inclusive dono da própria impressora off set; no entanto, foi apenas comunicador político-partidário do MDB - Movimento Democrático Brasileiro.
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19. 'Debate' - 1977

1. Tertuliana - Ourinhos, Debate, edições período 1977/1989 

2. 'Debate' - Acervo, edições 2001/2012 

3. 'Debate' - Debate News, sitio atual:

O 'Debate' teve origem na sequência do jornal 'Furinho', um periódico infanto-juvenil que circulou em Santa Cruz do Rio Pardo, entre 1970 a 1977, feito, mimeografado e vendido, casa a casa, por Sérgio Fleury Moraes. 
Aos 17 de setembro de 1977 circulava a primeira edição do, então, decenário Debate, número zero, de feitura artesanal e impresso no sistema ofsete. 
A ousadia deu certa, e logo a tiragem Debate chegava aos quinhentos exemplares – hoje são dez mil deles, com circulação semanal, linha independente e, dita até, atrevida quando nos assuntos políticos.
O Debate circulava sob a responsabilidade do Professor Celso Fleury, pai de Sérgio porque este não tinha maioridade civil. 
Dois anos depois, aos 06 de agosto de 1979, Sérgio Fleury Moraes, viria requerer em seu nome a efetiva matrícula do Debate, junto ao Oficial Cartório de Registro de Imóveis, Anexos do Júri, Tabelionato de Protestos e Títulos e Documentos da Comarca de Santa Cruz do Rio Pardo, apresentando o seu Estatuto, competente publicação em Diário Oficial, identificação de endereço, outros documentos de praxe e pertences da empresa, constando, inclusive, impressora própria – a primeira. Estava legalizado e firmado semanário, de credibilidade. 
Ao longo de quatro décadas o Debate, assumindo a época do 'Furinho', construiu sua própria história identificada e amadurecida com o seu Diretor Proprietário, superando todos os obstáculos para se manter no mercado. 
Ainda 'Furinho' e tiram-lhe o mimeógrafo; já Debate, principiante, e proíbem-lhe o uso da impressora que não era própria. Jornal adulto e tentam cassar-lhe a liberdade, um juiz que se sente ofendido e ordena a prisão do Diretor Proprietário, ainda que em um canil desativado, e ao final a exigência de indenização milionária que se arrasta na Justiça desde 1995. 
Esta é uma história de perseguição judicial à imprensa livre que chocou o país.
Os acontecimentos que assolaram o Debate e seu proprietário ganharam manchetes dos principais jornais do país, programas de televisão e até a imprensa internacional.
Politicamente imparcial e mordaz crítico de administrações sofríveis e incapazes de convivência democrática, o Debate sofreu perseguições e boicotes, com agravantes destacadas no século 21 quando o Prefeito Adilson Donizeti Mira (2001/2004 e reeleito 2005/2008) fez mover contra o Debate e seu Diretor Proprietário, no primeiro período de governo, mais de cem processos, quase todos deram em nada, mas de certa maneira conturbaram o caminhar da empresa e dificultaram suas finanças.
Voltado também à cultura, o Debate experimentou edição da Revista D Mais, encartada mensalmente numa das suas edições, por curto período, inviabilizada pelo custo elevado e diante dos gastos da empresa para livrar-se de processos. Os números da 'Revista D Mais' são disputados por pesquisadores, historiadores e memorialistas.
Outro suplemento, infelizmente encerrado, foi o 'Debate Rural ', mas foi mantido o 'Caderno D como Suplemento Especial' e permanece a publicação anual do 'Debatinho', voltado aos escolares.
Rumo aos 34 anos [2011], o Debate tem dado sua contribuição para o resgate histórico santacruzense, publicando e reportando 'descobertas' de novos fatos documentados, além de sua concorrida 'Seção de Cartas', que vem se transformando em Tribuna Livre ou Fórum de Discussões ecléticas, onde até revelados talentos da escrita.
O Debate é o jornal com maior tempo de existência sob uma única direção e denominação em Santa Cruz do Rio Pardo. Também o único com independência política e livre das influências externas, mantendo a neutralidade das notícias, comportamento adotado desde sua origem, evidentemente amadurecido no decorrer dos tempos, reconhecidamente no compromisso sempre com a verdade. 
O Debate teve importantes colaboradores/colunistas, destacando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o Frei Beto.
Foi dos poucos jornais interioranos e engajar-se na 'Diretas-Já' e não poupou críticas à Ditadura Militar. 
Em 2001 o Debate, em Santa Cruz do Rio Pardo, tornou possível o acesso integral às matérias, vinte e quatro horas após a distribuição do convencional. Foi um sucesso, até outubro de 2012, quando interrompeu o serviço, sem expectativas de retorno.
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20. 'Santa Cruz Notícias' - 1983




Onofre Rosa de Oliveira foi eleito, em 1982, para um período de quatro anos de governo de 1983 a 1986 que seria estendido até 1988.
Por sua orientação, os principais assessores, Professor João José 'Dedé' Correa e o advogado Dr. Amaury Cesar, resolveram pela criação de um hebdomadário com redação de Hélio Leme Brisola. 
Para a legalização do semanário procuraram por Celso Prado, para ser o Diretor Proprietário – enquanto o advogado Amaury Cesar seria do Diretor. Discutidas as diretrizes, o Santa Cruz Notícias seria um jornal com seis páginas sendo: uma para esportes – com matérias produzidas por Hélio Leme Brisola; outra para coluna social ao encargo de Wanderley Ferreira Lopes – o Jaburu, com auxílio redacional de Brisola; duas outras para assuntos da política local, pró-Onofre, sob a responsabilidade de Dedé Correa e Dr. Amaury, com matérias também de Celso Prado e Hélio Leme Brisola.
Uma página estava reservada ao Diretor Proprietário, com liberdade de críticas e ataques a adversários políticos e mesmo companheiros, até ao Onofre, para este desde que o texto fosse discutido e aprovado pela 'censura', representada por Dedé e Amaury, e os textos eram amenizados ou mesmo suprimidos.
Nome definido Santa Cruz Notícias e o primeiro número foi lançado aos 02 de outubro de 1983, sendo Jornalista Responsável o senhor Benedicto da Silva Eloy, da Empresa Editora de Jornais de Ourinhos Ltda, onde seria impresso o semanário. 
Em 06 de fevereiro de 1984 Celso Prado requereu o registro do jornal 'Santa Cruz Notícias' apresentando os documentos: "Cópia do Estatuto; Cópia do Diário Oficial do Estado - Ineditoriais, 94(023) sexta-feira, 03 de fevereiro de 1984, página 13, onde se acha publicado o estado – resumido; e os documentos de praxe, inclusive do Diretor do Semanário, Dr. Amaury Cesar, e do Redator Chefe o Jornalista Benedicto da Silva Eloy." 
O hebdomadário apologizava Onofre e centrava críticas aos vereadores oposicionistas, os Arenistas 1: José Carlos Nascimento Camarinha, Pedro Luiz Renófio e Aparecido Rodrigues Mouco. Com a dissidência dos Vereadores José Aldevino da Silva – 'Vino', e Antonio Francisco Zanete – o 'Batatão', as críticas do semanário também foram direcionadas contra eles e com maior veemência. 
Os vereadores Roberto Mariano Marsola; Israel Benedito de Oliveira – o 'Nenê Mamona'; Luiz Roberto Giacon; Luiz Antonio Tavares – 'Luizão da Onça'; e Aparecido Pereira Borges – o 'Cido Leiteiro', situacionistas que se mantiveram fiéis, quanto aqueles do grupo de Joaquim Severino Martins – Arena 2: Luiz Clovis Maximiano; Aparecida Lima Martins – 'Dona Mara'; Paulo Fernandes Sanches – 'Paulinho da Farmácia' e Luiz Besson, eram poupados dos ataques. 
O semanário não admitia deslizes de companheiros, sendo costumeiras as notas picantes de alertas aos Vereadores Marsola, Giacon, 'Cido Leiteiro' e Luiz Clóvis Maximiano. 
Aparecido Borges fora flagrado e fotografado dormindo numa sessão, e assim reportado quando criticou a base de apoio de Onofre. O Vereador Giacon numa fase de rebeldia e propenso a somar com Vino e Batatão sofreu pesada crítica do Santa Cruz Notícias. 
Acanhado, Giacon era vereador apenas de voto, nunca havia pronunciado uma palavra da tribuna, e somente dizia 'presente' quando da chamada ou verificação de quórum. Certa feita, instado por Vino a dizer que horas ocorrera determinada reunião Giacom afirmou 'Oito horas', e na edição seguinte do Santa Cruz estampou-se: "Giacon fala oito horas na Câmara." 
A frase de Giacon entrou para o anedotário político, e o autor rapidamente compreendeu melhor seguir o grupo 'onofrista'. 
Do 'Santa Cruz Notícias' diziam, por Celso Prado sabia bater e batia bem, "chutava forte a 'medalhinha' e não fugia da rinha" – comentava o professor Dedé Corrêa. 
Prado e Brizola vinham sistematicamente publicando notícias que não agradavam a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – 'SABESP' e preocupava Dedé e Amaury. Por conta de uma publicidade vantajosa pela Companhia, foi determinado exclusão do artigo da semana. Prado escolheu charge de um homem sendo sugado por uma torneira e tascou: "Se a água sai pelo cano, em Santa Cruz do Rio Pardo o contribuinte entra ..." e Brizola completaria "A imprensa é livre, porém o articulista não o é", mas a matéria não foi publicada e o hebdomadário ganhou muitas edições com os informes 'sabespianos'. 
Prado lembra de muitas outras histórias políticas, risíveis algumas, dramáticas outras, que aqui não cumprem o objeto da matéria. 
Não tardou e o concorrente 'Debate' também se tornou alvo de ataques do 'Santa Cruz Notícias', numa renhida 'batalha' edição a edição, até fevereiro de 1985, quando Prado se desentendeu com a 'Direção do Semanário' e transferiu a titularidade para Ayrton José do Amaral – o Touchê, que o repassou a Inácio de Barros, em 1º de julho de 1986, ocasião em que Wilson Carlomagno assumiu a direção em lugar de Amaury Cesar. 
O desentendimento foi acerca de publicidades exigidas de fornecedores, quanto aos valores efetivamente recebidos e as determinações de depósitos, menores, em conta do semanário. À indagação: "Você acha que estou metendo a mão?", ao qual Prado retrucou: "O ladrão, sou eu que assino os recibos!" 
Prado deixou o jornal e devolveu a gráfica, adquirida entre cotizadores, para confecção do jornal e prestações de serviços outros. "Foi o fim de um sonho" diria Prado uma década depois, "mas eu não podia compactuar com aquilo, nem com o pretendido pool das gráficas" o que existia antes e ele denunciaria no Governo Manoel Carlos Manezinho Pereira. 
O 'Santa Cruz Notícias' perdera suas características, e em 10 de junho de 1987 é ensaiado retorno de Celso Prado ao comando, com assinatura de transferência, mas suas exigências não foram aceitas.
Numa ação indenizatória movida pelo 'Debate' contra a Municipalidade por perdas e danos de publicações de editais do qual excluído (Processo 26/1984 - 1º Cartório Comarca de Santa Cruz do Rio Pardo), a Prefeitura colocou toda a carga contra o 'Santa Cruz Notícias' que "foi causador do 'prejuízo' alegado", e não poderia ser ela, a Prefeitura, ser condenada e nem o prefeito responsabilizado pela "inexistência jurídica do Jornal que passou a divulgar seus atos." 
A Prefeitura fez juntar cópia de documento assinado por Celso Prado, que este reassumira o Jornal, em 10 de junho de 1987. 
Tratava-se de cópia daquele acordo que não prosperara, mas do qual uma cópia extraída antes do original ser destruído (Câmara Municipal de Santa Cruz do Rio Pardo, Declaração de 26 de maio de 1988, assinada pelo seu Presidente, Dr. Luiz Antonio Tavares). 
Prado reassumiu então a Santa Cruz Notícias e requisitou da Municipalidade todos os documentos referentes a editais e informes publicitários publicados no 'Santa Cruz Notícias', período de outubro de 1983 a agosto de 1988, das participações do hebdomadário nas contratações de serviços do gênero, dos valores pagos, qual pessoa representava o semanário nestas ocasiões, e em nome de quem emitido os cheques pelos serviços prestados. 
Ao mesmo tempo requereu os documentos fiscais do Jornal, a conta bancária – com depósitos consideráveis e as retiradas injustificadas, e, assim um escândalo prestes a surgir num ano eletivo em que Onofre pretendia fazer o sucessor. 
A Prefeitura, pelo Jurídico, comprometeu-se assumir sua responsabilidade e isentar o 'Santa Cruz Notícias' no processo movido pelo Debate. 
Em maio de 1988 Prado recebeu original de documento, amassado e descartado no lixo, data de 25 de novembro de 1987, comprobatório que o semanário continuava propriedade de Inácio de Barros – Diretor Proprietário, Benedicto da Silva Eloy – ainda o Jornalista Responsável, e que Geraldo Peres Generoso assumia a direção em lugar de Wilson Carlomagno, então falecido. 
O próprio Generoso Peres, em sua autobiografia anotou que foi "Diretor Responsável do Jornal SC Notícias - Sta. Cruz do R. Pardo" ('Bio-Biografia' Virtualbooks, Revista Agulha - Jornal de Poesia, SD: 3 de 18), que em outra época não poderia ser senão aquela assinada e apresentada, a coincidir ou não com o período em que o mesmo foi Assessor de Comunicação da Municipalidade local e Vereador em Ipaussu - legislatura informada em mesma fonte, 1983/1988. 
Prado, de posse dos documentos que lhe interessavam, fez encerrar, de vez, o 'Santa Cruz Notícias', em 1988.
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21. 'Diário da Terra' - 2001 

—Edição Santa Cruz do Rio Pardo - não localizados exemplares disponíveis.
Semanário avareense com tiragem especial para Santa Cruz do Rio Pardo. A edição local, às exceções de algumas propagandas vistas, era inteiramente porta-voz do executivo santacruzense, praticamente mantido pela Municipalidade pelas publicações de longos e desmedidos editais.
O jornalista Gervásio Manoel da Silva era o editor da publicação em Santa Cruz. Desde o princípio claro estava que o hebdomadário tinha por missão maior louvar a administração Adilson Donizeti Mira, engrandecendo os feitos, além de rebater 'furiosamente' as críticas promovidas pelo concorrente Debate. 
Gervásio, em maio de 2002 teria extrapolado a liberdade de imprensa ao criticar o 'Debate' e, mais precisamente – ainda que sem citação de nome –, o diretor do órgão, Sérgio Fleury Moraes, por rebater, nos microfones de uma emissora de rádio, acusações do prefeito Adilson Donizeti, ocasião em que comparou as tiragens dos dois semanários. 
O Diretor proprietário do 'Debate' foi acusado de ingratidão – 'cuspir no prato que comeu' e de impedir circulação do Diário da Terra, por 'furtar exemplares'. Na Justiça, o 'Diário da Terra' foi condenado inclusive a pagar indenização a Sérgio Fleury Moraes (Debate, 21/03/2004).
O jornalista já se encontrava em rota de colisão com o Prefeito Adilson Donizeti Mira, notadamente desde outubro de 2001, ao reportar o caso dos 'medicamentos e materiais odontológicos vencidos na área da saúde', manifestando-se contrário às atitudes da Secretária Municipal de Saúde, Luizete de Souza Alexandre Pereira, tanto pela inaptidão demonstrada no trato com a coisa pública, à perseguição e punição da cirurgiã-dentista Junko Sato Prado, que nada tinha a ver com o caso, senão que já havia alertado as autoridades municipais das ocorrências. Outro profissional havia feito o caso denúncia a um Vereador. 
O proceder de Gervásio, noticiando a apreensão dos medicamentos pela polícia, o processo decorrente, o laudo, e as sequências do caso em seguidas edições, o que irritou Mira. O então prefeito Donizeti Mira teria exigido resposta do 'Diário da Terra' em relação ao Sérgio Fleury, e em seguida suspendeu a sustentação municipal – publicações de atos oficiais para a continuidade do semanário em Santa Cruz.
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22. 'Semanário Oficial do Município' - 2002
http://santacruzdoriopardo.sp.gov.br/semanario

Aos 16 de dezembro de 2002 a Câmara, pela Lei nº 1982, aprovou a criação da Imprensa Oficial do Município, para a edição do Semanário Oficial, para fase experimental de um ano.
O órgão surgiu com o objetivo para publicidade legal e matérias institucionais de interesse público – ineditoriais, e publicações de atos municipais oficiais do executivo, secretarias e do legislativo. Registrado em Cartório Livro B 2 nº 12/2003, sempre sob responsabilidade de Jornalista Assessor de Imprensa e uma Diretoria jurídico-administrativa e geral, ocupada por titulares das respectivas pastas, como parte integrante das funções, portanto atividades ou responsabilidades não remuneradas.
Poderia o Semanário, formato tabloide, mediante Decreto Municipal, publicar atos do Poder Judiciário: os editais, proclamas e ofícios de interesse público, além de documentos da Segurança Pública de relevância à população. 
Paralelo ao Semanário a Prefeitura mantinha uma publicação intitulada 'Informação' – folha ofício como informativo da Municipalidade. Estava claro que o Prefeito Adilson Donizeti Mira utilizava meios impressos à custa do erário para autopromoção.
A efetivação do Semanário não foi fácil, um veto somente apreciado pela Câmara em março de 2003, e depois o fim decretado com a rejeição do projeto de lei do executivo que permitia a continuidade do órgão. 
A Justiça se pronunciaria favorável às pretensões do Prefeito.
Pouco depois, em 2004, a mando do Prefeito Donizeti Mira, o Semanário publicava sistematicamente que os servidores recebiam salários até adiantados, que as contas da municipalidade eram pagas criteriosamente em dia, além de enumerar obras em andamento e ressaltar cumprimentos de promessas de campanha anterior.
Donizeti Mira foi denunciado pelo Ministério Público de improbidade administrativa, por uso indevido do Semanário Oficial para fins pessoais e eleitorais, e a Justiça – 1ª Instância – reconheceu e o condenou a restituir todas as despesas aos cofres públicos, com juros e correção monetária. Não aprenderia e continuava a publicar mensagens alusivas às realizações de seu governo, tanto no Semanário como no 'Informação'.
Outro escândalo foi denunciado em 2008 sobre o Semanário foi o seu sistema de distribuição, em que cada entregador recebia da Municipalidade quantia mensal superior a funcionário municipal de nível superior.
O entregador, na realidade recebia pagamento em cheque nominal não cruzado, com valores elevados, descontando-os diretamente no banco e devolvia troco ao chefe da operação quadrilheira, que a Câmara Municipal, em Comissão Parlamentar de Inquérito apurou ser Walgnei Júlio Andrade, empregado público municipal que ocupante de cargo de direção na Prefeitura, e sua mulher Cristiane Amélia Siena de Andrade. 
O casal Andrade usava parentes, aposentados e até servidores públicos para a distribuição do jornal. 
A CPI responsabilizou alguns funcionários e assessores da municipalidade, inclusive Maura Soares Romualdo Macieirinha, que pouco depois seria eleita Prefeita (2009/2012). 
Também foi notada tiragem irreal do Semanário, informada em 10 mil exemplares, incompatível com a realidade santacruzense, havendo, ainda, suspeição de superfaturamento nos preços de edição, e endereçamento dos serviços a uma empresa. 
Dez pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público e o processo prossegue na Justiça (TJSP, Civil 0006061-26.2011.8.26.0539 – Comarca Santa Cruz do Rio Pardo).
No auge da crise de distribuição do Semanário, o Informação deixou de circular; algum tempo antes sua edição já era irregular. 
O Semanário, por sua vez, ganhou cores e mais páginas, diminuindo sua tiragem semanal em cerca de 85% dos 10 mil exemplares informados na época do escândalo de 2008, mas desde 2009 se tem observado em suas páginas veladas apologias às realizações da então Chefe do Executivo, eleita prefeita em 2008.
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23. 'Folha de Santa Cruz' - 2004
https://www.facebook.com/jornalfolhadestacruz/

Empresa de mídia e notícias.
O hebdomadário regional intitulado 'Folha de Santa Cruz' surgiu em março de 2004, com as propostas: independência política, imparcialidade nas informações, sem maquiações e sensacionalismos.
O semanário foi criado para favorecer, através de notícias apologéticas, ao então Prefeito Adilson Donizeti Mira, candidato à reeleição. "Dois meses depois, passou a divulgar pesquisas eleitorais que foram amplamente divulgadas pelo candidato do PSDB nas ruas, em panfletos e no horário eleitoral do rádio." (Debate, 26/09/2004). 
O 'Folha de Santa Cruz' apresenta-se em 2012 com umas poucas propagandas e muitos editais de Prefeituras da região, às quais a referendar, apologeticamente, sobre eventos favoráveis.
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24. 'Caderno 360º' - 2005

O Caderno 360 surgiu em dezembro de 2005 com pretensões em ser um informativo regional diferente, de leitura agradável, sem vínculo político-partidário, apenas "pautado em boas notícias":
- É uma publicação dedicada a informar os moradores das pequenas cidades e aumentar seu nível de consciência do lugar onde vivem, das soluções, necessidades e oportunidades da pequena cidade. O periódico pretende preencher uma lacuna de informação que interesse ao leitor dos pequenos centros. Para tanto o jornal se vale dos bons exemplos e circulas em cidades de até 200 mil habitantes."
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25. 'Santa Cruz News' - 2009

Em agosto de 2009, de maneira definitiva em 09/09/2009, surgiu um jornal genuinamente eletrônico, o 'Santa Cruz News', dos radialistas, Adriano Ferdin e Claudio Antoniolli, voltado às informações jornalísticas do dia a dia, distinguindo-se da pessoalidade até, às vezes, informativa dos blogs.
O 'Santa Cruz News', além da identificação informativa profissional dos acontecimentos, também apresenta propósito comercial, através de anúncios.
A evolução do 'Santa Cruz News' é notória, e já transmite sessões do legislativo em tempo real, ou quase, quando de outras notícias – tipo repórter de rua. Transmite ao vivo as realizações esportivas, as entrevistas, e depois as mantém disponibilizadas para acessos.
O sócio Adriano Ferdin "(...) conta que a ideia da criação do 'Santa Cruz News' foi dar ao leitor a informação na mesma velocidade que é veiculada no rádio, mas com a opção de a notícia ser atualizada quantas vezes forem necessárias. 'O rádio é tão ou mais veloz que a internet. Mas a notícia veiculada nas FMs ou AMs não volta, enquanto na internet está sempre à disposição do leitor', avaliou." (Debate, 1544, 7 de novembro de 2010). 
Tornou-se o 'Grupo Santa Cruz News', com Rádio, Jornal e Televisão, conquistando outros centros, ampliando coberturas.
A empresa teve dificuldades, a sociedade se desfez, descobrindo que 'fazer jornal interiorano' não é tarefa tão fácil quanto aparenta, passando por reestruturações, saída de sócio, lançamento de um semanário em papel, encerrado pouco tempos depois.
O 'Grupo Santa Cruz News', sob o comando de Claudio Antoniolli, continua ativo em 2018.
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26. 'Atitude' - 2013
https://issuu.com/viniciusmira/docs/ed10

O ex-prefeito Adilson Donizeti Mira, envolvido no final da campanha política para a reeleição de sua sucessora, Maura Soares Romualdo Macieirinha, frustrou-se diante da vitória do médico Otacílio Parras Assis, candidato petista.
Visando futuro político, Mira optou lançar um hebdomadário, denominado 'Atitude', com natureza em opor-se ao eleito Parras Assis e ao 'Debate', o semanário que lhe foi crítico no período de 2001/2012, quando a cidade governada pelo PSDB, com Mira oito anos, e Maura durante o tempo 2009/2012.
O 'Atitude' foi gestado no ano 2009, em nome da esposa e de um dos filhos de Mira, como sócios na empresa fantasia 'Editora Interesse Público Ltda – ME', CNPJ 11.426.887/0001-09, sistema escritório virtual com endereço físico compartilhado, para lançamento do semanário em algum momento oportuno. 
O advogado Mira tendo os bens bloqueados pela Justiça, desde 2002 valia-se de empresas do gênero, com extenso rol de atividades, numa constante mudança ou encerramentos de objetos, trocas de endereços, aberturas e fechamento de filiais, sob o genérico nome Instituto de Interesse Público.
Com estardalhaços na rede social e veículos de propagandas, Mira optou por estrear o 'Atitude' aos 02 de março de 2013. O empreendimento não lhe trouxe retorno esperado, encalhado nos pontos de vendas, mesmo com distribuição gratuita de exemplares.
O 'Atitude' com endereço à Avenida Tiradentes, nº 360, Edifício Dr. Abelardo Guimarães, 5º andar – sala 54, sendo a impressão por empresa terceirizada, teve curta duração sequente e encerrou atividades em 2014.
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27. 'Atual' - 2014
O paulistano Renan Alves, radicado em Santa Cruz do Rio Pardo desde a idade de 14 anos, após experiências em site informativo e no jornal impresso 'Atitude!', resolveu investir no seu próprio empreendimento a 'Atual Comunicação', surgindo daí o hebdomadário 'Jornal Atual', em papel, apresentado aos 08 de março de 2014, com tiragem impressa de 3 mil exemplares distribuídos gratuitamente em toda a região, com o lema: "A informação como você nunca viu!"
Renan transformou-se em empresário do ramo de marketing e promoções, e no ano de 2017 aceitou convite do prefeito municipal Otacílio Parras Assis, para assumir a Secretaria Municipal de Comunicação, continuando com seu ramo empresarial.
A 'Atual Comunicação' se auto define "portal de notícias", impresso e eletrônico.
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*Os jornais santa-cruzenses, em acervo dos autores, também se encontram disponíveis para leituras ou consultas, por edições: